Vem comigo, porque é que não vens comigo?

by cidadão josé

Não foi.
Separaram-se ali. Devagar, como quem quer congelar o momento.
Espera-os um outro futuro que este não é compatível.
“Teremos sempre Lisboa e a marca dos teus dentes no meu coração” disse ela.
Ele disfarça uma lágrima com uma espécie de bocejo, a mão no rosto a esconder o passado – sabe que não são compatíveis e não há nada a fazer, é o regulamento.
“Vejo o teu rosto na moldura da almofada, gravei-o numa fotografia que trago comigo, na parte detrás dos olhos” não disse ele e olhou os barcos.

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